Círculos de Apoio
4 de março de 2014, por NATHALIE HIMMELRICH*
Texto original em/Source: http://stillstandingmag.com/2015/03/circles-of-support/
Tradução/Translation: Roberta Modulo
(Mamãe orgulhosa de um anjo chamado Noah / Proud mother of an angel called Noah)
e-mail: contato@robertamodulo.com.br
Em meu aconselhamento/prática de coaching, eu tenho usado uma técnica chamada ‘Neuro Relationship Therapy’, a qual utiliza um sistema de círculos.
Recentemente, um amigo meu me contou sobre este artigo aqui, onde eles usam os círculos em resposta ao ‘como não dizer a coisa errada’ quando alguém está gravemente doente.
Então, fiz uma adaptação, para ajudar as pessoas que apoiam os pais em luto a dizer e fazer o que é realmente prestativo.
O que você acha? (você também pode expressar sua opinião diretamente com a autora deste texto aqui.
Círculos de Apoio
Confortar PARA DENTRO
Deprimir PARA FORA
Em termos de ‘dizer a coisa certa’ há uma regra simples para seguir: Confortar PARA DENTRO, Deprimir PARA FORA.
O que isso significa?
Imagine o casal em luto no centro dos círculos, sua família mais próxima, irmãos, avós no próximo circulo, amigos próximos no seguinte, outros amigos e colegas no próximo, conhecidos no próximo círculo, etc.
A regra diz que, seja onde você estiver, você oferece apoio às pessoas que estão nos círculos internos e você APENAS deprime (reclama, chora, protesta, diz coisas como ‘é tão injusto’ ou usa clichés como ‘foi melhor assim’) para pessoas dos círculos do lado de fora.
Confortar:
O que quer que você faça ou diga às pessoas que estão mais próximas ao centro do círculo precisa ser benéfico e deve oferecer conforto; caso contrário, não diga, ou não faça isso.
Ser solidário aos pais ou a família mais próxima é o melhor que você pode fazer por eles.
Três coisas simples para dizer:
Eu sinto muito pela sua perda.
Estou aqui para você.
Eu não sei o que dizer; estou sem palavras.
Independente do que você faça ou diga, lembre-se destas coisas:
Reconheça os pais
Escute, mas não tente consertar
Incentive-os e lhes dê esperança
Pratique a arte da presença
Deprimir:
Deprimir é tudo aquilo que você faz ou diz que torna tudo mais difícil para os pais ou para as pessoas nos círculos mais próximos aos pais do que você:
Chorar excessivamente na frente deles
Lamentar-se, gemer, reclamar, comparar com outras perdas
Fazer comentários como ‘é injusto’, ‘por que você?’
Usar qualquer um desses clichés: ‘Foi da vontade de Deus’, ‘Foi melhor assim’, ‘Ao menos ele não sofreu’
Também, NÃO dê conselhos. Ainda que você sinta que já esteve na posição dos pais.
Lembre-se que não há problemas em chorar ou sentir que ‘é injusto’. Você pode até comentar com alguém sobre as perdas que você já vivenciou, mas diga isso a pessoas do seu círculo ou mais distantes.
Sobre Nathalie Himmelrich
Nathalie Himmelrich é a autora do novo livro GRIEVING PARENTS - Surviving Loss As A Couple (Pais em Luto – Sobrevivendo à perda como casal). Como conselheira de relacionamentos e especialista em recuperação do sofrimento, e mãe em luto, ela acredita que o relacionamento (íntimo ou de apoio à outras pessoas) são a base para uma experiência de luto saudável. O livro é sobre sobreviver a perda como um casal e o renascer da dor em uma vida de alegria e melancolia, risos e lágrimas, alegria e tristeza. Não um ou outro, mas ambos.
Ela adora ajudar as pessoas a encontrar seu caminho de volta à vida de alegria, risos e felicidade através de seu papel de Conselheira & Orientadora Transformacional em sua empresa Reach for the Sky Counselling & Coaching (Alcance o Céu Aconselhamento & Orientação)
Sua paixão é escrever e reavaliar o comportamento humano e emoções. Ela está processando sua própria experiência, usando seu blog e você também pode ler o blog de sua filha, Ananda Mae, onde ela escreve cartas à sua irmã gêmea, que deixou seu corpo aos 3 dias de idade.
Se ela não está em sua mesa, você pode encontrar Nathalie no playground, correndo atrás de sua filha ou alimentando os patos no Lago Zurich, na Suíça, se Ananda Mae não conseguiu roubar todo o pão seco.

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